terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Paradoxalmente antitético


Vem comigo. Dê-me sua mão... Feche os olhos, é hora do mergulho. Por que é tão difícil fitar o simples? Porque ele não se fita, se sente. Já não dizem: "Ou toca, ou não toca?" Portanto, seja sinestésica. Agora, escute o desconcerto aqui de dentro. Saboreie o gosto amargo que ficou na tua boca. Veja a cegueira provocada por essa luz intensa. Arrepie com essa dor inconstante. Respire o perfume de nossa distância. Pronto, já disse tudo o que queria que você esquecesse. Tenha saudades do que nunca fomos.

[...]



Um comentário:

Letícia Costa disse...

Esse é meu! Adorei...